Depois de um tempo vamos descartando essas coisas assim miúdas. Às vezes nos apegamos a elas, e como tudo que se gosta a vemos assim, grandiosa. Ah, não nos apeguemos! Vamos abrir os olhos e enxergar tudo a sua maneira. Corra atrás do que irá te fazer bem, não desista por dificuldades que certamente irão aparecer. Ultrapasse-as. Coisas miúdas só podem nos dar sentimentos miúdos, e para quê se contentar com o pouco?
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
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cartas eletrônicas I
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
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quinta-feira, 21 de junho de 2012
É assim, a gente sempre acha que o passado foi melhor. Não foi, gente. Não foi. O melhor vai ser agora, mas que preguicinha de começar. Que preguicinha de sair da minha zona de conforto que é dormir e dormir. Quem dorme demais quer fugir da realidade. Sim, eu fujo da realidade. A realidade me assusta e eu ainda sou criança e quero me esconder debaixo da cama, só que durmo. Tenho que parar de achar que não vou ser feliz como antes, porque vou. Até mais. Só porque eu quero. Só basta eu querer.
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Assisti o filme. Impactante. Logo depois quis ler o livro. Mas não consegui. É assim, acredito que cada livro tem o seu momento certo de ser lido. Já li livros maravilhosos que se hoje fosse lê-los novamente, não os acharia assim. Depende do momento. Parece até que é o livro que me escolhe e não o contrário. Parece que ele espera tal momento da minha vida chegar para poder ser lido e me ensinar algo. Está sendo assim com o livro do Saramago, Ensaio Sobre a Cegueira. Ando meio vazia e queria me encher de algo desesperadamente e acabei pegando um livro desconhecido pra ler, O Filho do Sol, que me segurou por muitas e muitas páginas. Voltei a ler agora a pouco, li um pouco, fui fazer um chá e lá estava o tio Saramago quase gritando para ser lido. É claro que vou terminar minha primeira leitura, que é ótima, só não é o momento dela ainda. Vou ler O Ensaio Sobre a Cegueira. Quero saber qual mensagem o Saramago quer me passar. E se for boa, ensino pra vocês.
Hoje fui escolhida. E não tem sensação melhor. :)
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segunda-feira, 2 de abril de 2012
Meu bem, pare de achar que esse meu jeito torto de ser é sinal de que não gosto de você. Longe disso. Só por eu ter esse jeito torto, já é sinal do contrário. É que costumo não ter jeito nenhum e só agora encontrei alguém que me fizesse ter vontade de, ao menos, entortar meu jeito.
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Não é que seja amor, é apenas a possibilidade de ser. Mesmo sendo só isso, ao lembrar de você meu coração sorri e se acalma. Aposto como ele está pensando: "Que seja amor, que seja bom, que me acelere". Porque corações também sonham, sempre querem estar ocupados batendo em função de alguém que não nós. Quando não estão, parece até que batem vazio, apenas por obrigação. É triste ver um coração vazio, bom mesmo é ter uma possibilidade de amor, mesmo que não saia apenas disso.
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quinta-feira, 19 de maio de 2011
Um dia ela resolveu arriscar e colocou todos os seus sonhos numa caixinha e voou para bem longe. Deixou uns amores, umas dores e pensou em nunca mais voltar. Mas volta, não sabe quando nem porquê direito. Aliás, se voltar, deve ser porquê em cada lugar que passa deixa um pedaço de seu coração. Daqui a pouco seu coração nem vai lhe pertencer mais, de tantos pedaços que foram deixados por ai. Acho que ele serve para isso mesmo, ser dado as pessoas para elas cuidarem. Ai depois, esse pedaço de coração a chama de volta e ela sempre aparece para abraçar aqueles que cuidaram tão bem dele. Às vezes, ela não conseguee tirar seus sonhos da caixinha e se arrepende achando que não deveria tê-los guardado. Como ela se engana... Quando a gente voa para longe, os sonhos costumam não quererem nos acompanhar, ai só o que nos resta é criá-los novamente.
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